Sunday, September 13, 2009

300 NA CIDADE DO PECADO

O cinema, em sua essência, é uma arte experimental. E, mais do que isso, é uma arte que sempre experimentou novas técnicas e narrativas. O flerte com as artes gráficas é antigo e vem desde Georges Méliès, que fez o primeiro filme de ficção-científica da história, A Viagem à Lua, em 1902.
Ao longo de todo o Século XX, o cinema utilizou como inspiração direta, ou mesmo indireta, diversos movimentos artísticos. Do expressionismo alemão aos filmes surrealistas de Luís Buñuel e Salvador Dali chegando até a pop art de Andy Warhol e às adaptações de histórias em quadrinhos.
O namoro do cinema com as HQs ficou mais sério a partir de 2005, quando o cineasta Robert Rodriguez provou para o autor de quadrinhos Frank Miller que era possível adaptar com fidelidade sua obra Sin City para o cinema.
Sin City trouxe para a tela grande a sensação real de acompanharmos uma HQ em tamanho gigante. Ang Lee já havia tentado isso com seu filme do Hulk, mas o filme de Robert Rodriguez e Frank Miller foi bem mais radical.
Para transportar para a telona o universo em preto-e-branco criado no papel, Rodriguez desenvolve uma nova técnica. Sin City teve um processo de captura de imagem inteiramente digital e utilizou câmaras de alta definição. O envolvimento de Miller no processo foi tão intenso que ele terminou recebendo crédito como co-diretor.
A crítica, na época, batizou Sin City de “filme neo-noir”. O curioso é que quando Frank Miller concebeu sua série de histórias sobre a Cidade do Pecado sua principal inspiração foram os filmes noir da década de 1940. O cinema inspirou o quadrinho que inspirou o cinema que depois inspirou novamente o quadrinho.
Os experimentos de Rodriguez e Miller em Sin City sofreram uma radicalização maior ainda em 2007, quando Zack Snyder dirigiu 300, mais um filme inspirado em uma obra criada por Frank Miller.
Desta vez, Miller não se envolveu no projeto, mas, o aprovou desde o início. Sin City foi radical, porém, talvez o fato de ser em preto-e-branco tenha “facilitado”, se podemos dizer assim, a experiência visual. 300 foi mais longe ao utilizar as mesmas cores fortes dos quadrinhos e transformar em realidade a sensação de “ler” uma HQ em uma tela de cinema.
E para finalizar, uma irônica e triste constatação: Frank Miller foi o responsável direto pelo cruzamento definitivo entre quadrinhos e cinema, porém, ao utilizar esta técnica para sua adaptação solo do clássico The Spirit, de Will Eisner, no final de 2008, ele errou completamente e fez um filme que em nenhum momento honra o material original e deixa aquela esquisita sensação de não ter dito a que veio.

Friday, August 21, 2009

CINEMA E LAS VEGAS

Em complemento ao tema "Las Vegas" do programa 91 Minutos, listo abaixo 22 filmes que tem a cidade com cenário e/ou personagem. Mais uma vez, por se tratar de uma lista, ela não é definitiva, qualquer complementação será sempre bem recebida.

ONZE HOMENS E UM SEGREDO
(Ocean’s Eleven – 1960)
Direção: Lewis Milestone
AMOR À TODA VELOCIDADE
(Viva Lãs Vegas – 1964)
Direção: George Sydney
007 OS DIAMANTES SÃO ETERNOS
(007 Diamonds Are Forever – 1971)
Direção: Guy Hamilton
O PODEROSO CHEFÃO II
(The Godfather II – 1974)
Direção: Francis Ford Coppola
DO FUNDO DO CORAÇÃO
(One From the Heart – 1982)
Direção: Francis Ford Coppola
RAIN MAN
(Rain Man – 1988)
Direção: Barry Levinson
BUGSY
(Bugsy – 1991)
Direção: Barry Levinson
LUA DE MEL A TRÊS
(Honeymoon in Vegas – 1992)
Direção: Andrew Bergman
PROPOSTA INDECENTE
(Indicent Proposal - 1993)
Direção: Adrian Lyne
SHOWGIRLS
(Showgirls – 1995 )
Direção: Paul Verhoeven
CASSINO
(Casino – 1995)
Direção: Martin Scorsese
DESPEDIDA EM LAS VEGAS
(Leaving Las Vegas – 1995)
Direção: Mike Figgis
JOGADA DE RISCO
(Hard Eight – 1996)
Direção: Paul Thomas Anderson
FÉRIAS FRUSTRADAS EM LAS VEGAS
(Vegas Vacation – 1997)
Direção: Stephen Kessler
MEDO E DELÍRIO EM LAS VEGAS
(Fear and Loathing in Las Vegas – 1998)
Direção: Terry Gilliam
ONZE HOMENS E UM SEGREDO
(Ocean’s Eleven – 2001)
Direção: Steven Soderbergh
THE COOLER – QUEBRANDO A BANCA
(The Cooler – 2003)
Direção: Wayne Kramer
ONZE HOMENS E UM NOVO SEGREDO
(Ocean’s Thirteen – 2007)
Direção: Steven Soderbergh
BEM-VINDO AO JOGO
(Lucky You – 2007)
Direção: Curtis Hanson
QUEBRANDO A BANCA
(21 – 2008)
Direção: Robert Luketic
JOGO DE AMOR EM LAS VEGAS
(What Happens in Vegas – 2008)
Direção: Tom Vaugham
SE BEBER, NÃO CASE
(The Hangover – 2009)
Direção: Todd Phillips

Sunday, August 09, 2009

TUDO QUE VOCÊ PRECISA É AMOR
UM TRIBUTO A JOHN HUGHES


Quando fiquei sabendo da morte do roteirista/diretor/produtor John Hughes na quinta, dia 06 de agosto, a sensação que eu tive foi de que parte de minha vida tinha ficado mais triste. As comédias adolescentes americanas podem ser claramente divididas em “antes” e “depois” de John Hughes. Antes dele, o que tínhamos eram filmes na linha de Porky’s e depois, o exemplo que vem mais fácil é a série American Pie.
Hughes, que é natural da região de Chicago, onde situou quase todas as suas histórias, morreu prematuramente aos 59 anos, vitimado por um ataque cardíaco. Ele começou sua carreira como roteirista, em 1978, escrevendo o roteiro da comédia Clube dos Cafajestes (Animal House), estrelada por John Belushi. Cinco anos depois produziu e escreveu Férias Frustradas (National Lampoon’s Vacation), com Chevy Chase.
Até aí, nada de muito diferente em relação aos demais autores de comédias adolescentes. A mudança começa quando ele estréia na direção, em 1984, com o filme Gatinhas e Gatões (Sixteen Candles). A história era bem simples: uma jovem se apaixona pelo cara mais popular da escola perto do seu aniversário de 16 anos. A novidade: os atores certos nos papéis certos, a sinceridade de suas falas e uma trilha sonora esperta tocando no fundo. Não precisava de mais nada. O estilo Hughes estava consolidado.
No ano seguinte ele apresenta Clube dos Cinco (The Breakfast Club), uma comédia dramática que mostra cinco alunos completamente diferentes de uma escola e que são colocados de castigo durante um final de semana. No mesmo ano ele realiza uma outra comédia, Mulher Nota 1000 (Weird Science), que é bem diferente e ao mesmo tempo parecida com as outras duas. Talvez pelo fato de, por mais absurda que seja a trama, a sinceridade continua presente nas falas dos jovens atores que a dizem.
John Hughes lançou ou no mínimo deu o primeiro grande trabalho a diversos atores: Molly Ringwald, Emilio Estevez, Anthony Michael Hall, Robert Downey Jr, Charlie Sheen, Judd Nelson, Jon Cryer, Lea Thompson, Andrew McCarthy, James Spader, Eric Stoltz, Mary Stuart Masterson, Ally Sheedy, Jennifer Grey, Alan Ruck, Mia Sara e Matthew Broderick são alguns nomes marcantes que passaram por suas comédias.
Em 1986 ele escreve, produz e dirige aquela que talvez seja sua obra-prima: Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off). Mais uma história simples, e, cá entre nós, as boas histórias são sempre bem simples. No filme, acompanhamos as armações do jovem Ferris, vivido de maneira única por Matthew Broderick, para “matar” um dia de aula na companhia da namorada e do melhor amigo.
O filme tornou-se um clássico instantâneo, transformou Broderick em um astro e consolidou-se ao longo dos últimos 20 e poucos anos como um típico “sessão da tarde”. Aquele tipo de filme que você não consegue deixar de ver sempre que ele passa na televisão. Impossível não se emocionar quando Ferris passeia por Chicago dirigindo uma Ferrari ou quando canta “Twist and Shout” no centro da cidade durante uma parada e, principalmente, deixar de torcer por ele sempre que o diretor da escola aparece.
Depois de Curtindo a Vida Adoidado John Hughes resolveu investir, pelo menos como diretor, em “comédias adultas”. E olha que ele não se saiu mal na investida. Em 1987 ele realizou Antes Só do Que Mal Acompanhado (Planes, Trains and Automobiles), que trazia Steve Martin e John Candy no elenco. O primeiro tentando voltar para casa para passar o feriado de Ação de Graças com a família e o segundo, muito a contragosto do primeiro, estando sempre presente em todas as suas tentativas de retorno. O título original “aviões, trens e automóveis” resume perfeitamente o desencadear da história.
Hughes ainda dirigiu mais três filmes depois deste: Ela Vai Ter um Bebê (She’s Having a Baby - 1988), Quem Vê Cara Não Vê Coração (Uncle Buck - 1989) e A Malandrinha (Curly Sue - 1991). Mas, não parou de escrever e produzir. E foi na produção que ele obteve o maior sucesso comercial de sua carreira, quando em 1990 escreveu e produziu Esqueceram de Mim (Home Alone), que foi dirigido Chris Columbus. Depois de ter feitos comédias adolescentes e comédias adultas, Hughes investia agora em comédias familiares, aquele tipo de filme que poderia ser assistido por toda a família e que agradaria a todos.
Fã de rock e de Beatles, em particular, era comum ver alguma personagem cantando músicas do quarteto de Liverpool em seus filmes e Hughes sempre cuidou com carinho da trilha sonora de suas histórias. Muitos de seus filmes tinham como título letras de músicas de bandas que ele gostava. Ele continuou ativo nos últimos 15 anos como produtor ou roteirista assinando seus muitos trabalhos com o próprio nome ou usando seu pseudônimo “Edmond Dantes”, uma homenagem à personagem principal de seu livro favorito, O Conde de Monte-Cristo, do escritor francês Alexandre Dumas.
Como eu disse no início do texto, com a morte de John Hughes morre também parte da vida de muitos de nós que crescemos vendo seus filmes. Sei, conscientemente, que ele não entrará para a História do Cinema, mas, tenho certeza que ele faz parte da minha história e, para ser coerente com John Hughes e sua banda favorita, “no final o amor que você leva é igual ao amor que você faz”. Isso é o que verdadeiramente importa.
Para finalizar, eu viu todos os filmes escritos, dirigidos e produzidos por John Hughes e, assim como ele, sou fã dos Beatles e do Conde de Monte-Cristo.

Saturday, July 04, 2009

UMA VIAGEM PELO MUNDO DA ESPIONAGEM

Com lançamento mês passado do filme Trama Internacional (The International – EUA/Inglaterra/Alemanha - 2009), dirigido por Tom Tikwer, o mesmo diretor de Corra Lola, Corra e O Perfume – A História de Um Assassino, cabe fazermos um breve retrospecto do cinema de espionagem.
Assim como a Segunda Guerra Mundial gerou para o cinema uma infinidade de filmes tendo os nazistas como vilões, a Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética (atual Rússia), ajudou a criar o que conhecemos hoje como “filme de espionagem”.
Esse tipo filme tem um formato próprio, que, apesar de guardar semelhanças com os filmes de ação e de suspense, destaca-se por conta de alguns elementos bem específicos: tramas intricadas e cheias de reviravoltas, locações em diferentes partes do mundo, um agente/herói que luta quase sempre sozinho contra o inimigo e, este inimigo costuma representar, invariavelmente, uma ameaça global.
Se analisarmos a produção cinematográfica dos anos 1940, encontraremos em O Terceiro Homem, de 1949, filme dirigido por Carol Reed, estrelado por Orson Welles e com roteiro de Graham Greene, um dos primeiros exemplares do gênero. Da mesma forma, dois filmes de Alfred Hitchcock realizados nos anos 1950 também são ilustrativos desse gênero em formação: O Homem Que Sabia Demais, de 1956 e, principalmente, Intriga Internacional, de 1959.
Ao longo da década de 50 do século passado, o cinema americano utilizou a tensão provocada pela Guerra Fria em filmes de ficção-científica que, através de metáforas, transformavam a “ameaça comunista” em “invasão alienígena”.
O cinema de espionagem como nós o conhecemos hoje surge no início dos anos 1960, mais precisamente em 1962, com o lançamento de dois filmes: Sob o Domínio do Mal, de John Frankenheimer e o primeiro filme de James Bond, 007 Contra o Satânico Dr. No, de Terence Young.
Criado pelo escritor Ian Fleming, James Bond é um agente do Serviço Secreto britânico e o “00” antes do número “7” indica que ele tem licença para matar. A personagem foi interpretada no cinema por sete atores: Sean Connery, George Lanzeby, David Niven (em uma comédia que não é considerada parte da cronologia oficial), Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig.
Outro filme importante dos primeiros anos do gênero é O Espião Que Saiu do Frio, de Martin Ritt, realizado em 1965 e baseado em um livro de John Le Carré, um escritor que teve quase todos seus livros de espionagem adaptados para o cinema, da mesma forma que outros autores como Graham Greene, Frederick Forsythe, James Grady, Robert Ludlum e Tom Clancy. Principalmente durante os anos de 1970 e a primeira metade dos anos 1980, em filmes como: O Dia do Chacal (1973 – Fred Zinnemann), O Dossiê Odessa (1974 – Ronald Neame), Três Dias do Condor (1975 – Sydney Pollack) e O Documento Holcroft (1985 – John Frankenheimer).
Com o fim da Guerra Fria 20 anos atrás, Hollywood perde seu principal vilão e o gênero perde o rumo. Alguns poucos filmes são produzidos, mas, não empolgam como antigamente. Três exemplos: Três exemplos: Em 1990, A Casa da Rússia, de Fred Schepisi com Sean Connery e Michele Pfeiffer no elenco; ainda no mesmo ano, Caçada ao Outubro Vermelho, de John McTiernan com Sean Connery e Alec Baldwin; e em 1991, Companhia de Assassinos, com direção de Nicholas Meyer estrelado por Gene Hackman e Mikhail Baryshnikov.
Em todos eles temos novamente agentes da CIA, da KGB e de outras siglas em ação. Os elementos clássicos do gênero ainda estavam presentes, mas, o mundo havia mudado e a situação perdura por toda a década de 1990.
Em 2001 são lançados dois filmes que conseguem chamar novamente a atenção para o gênero: O Alfaiate do Panamá, de John Boorman - estrelado por Pierce Brosnan e Geoffrey Rush e Jogo de Espiões, de Tony Scott, com Robert Redford e Brad Pitt. Mas é somente a partir de 2002, com o lançamento de A Identidade Bourne, dirigido por Doug Liman, estrelado por Matt Damon e com roteiro de Tony Gilroy (inspirado na personagem criada por Robert Ludlum) que o gênero se reinventa.
Jason Bourne é um agente secreto desmemoriado que luta contra todos que aparecem em sua frente e tem um único objetivo: descobrir quem ele é realmente. Apesar de o primeiro filme da trilogia Bourne ser muito bom, o mais interessante é que é a partir do segundo, A Supremacia Bourne, de 2004, e principalmente do terceiro, O Ultimato Bourne, de 2007, ambos dirigidos por Paul Greengrass, que o cinema de espionagem ganha um novo fôlego definitivo.
Em 2005, o brasileiro Fernando Meirelles (Cidade de Deus e Ensaio Sobre a Cegueira) recusa um convite para dirigir um filme do agente 007 e aceita ir para a África realizar O Jardineiro Fiel, adaptação de mais um livro de John Le Carré e que tem como vilões a indústria farmacêutica e os governos do Quênia e da Inglaterra.
O próprio James Bond, por influência do novo ritmo imposto pelos filmes da trilogia Bourne, foi inteiramente repaginado em Cassino Royale, de 2006, dirigido por Martin Campbell e que marcou a estréia de Daniel Craig na pele de 007.
Chegamos então ao presente e ao novo trabalho de Tom Tykwer, Trama Internacional. O inimigo agora é um grande banco, o BCCI, que estaria por trás de operações ilegais envolvendo a compra de armas. O agente da Interpol Louis Sallinger, vivido por Clive Owen (que por sinal esteve recentemente em um outro filme, Duplicidade, que “brinca” com os clichês dos filmes de espionagem) é um obcecado em desmascarar as operações do banco. Ele conta com a ajuda de uma promotora americana, Eleanor Whitman, papel de Naomi Watts.
Os elementos tradicionais do gênero estão presentes em Trama Internacional. A ação começa em Berlim, depois passa por Nova York, Lyon, Luxemburgo e termina em Istambul. É possível perceber no filme de Tykwer influências hitchcockianas, porém, a principal delas vem da trilogia Bourne.
O filme alterna seqüências de muita ação e suspense com momentos mais introspectivos. São respiros narrativos que muitas vezes fazem com que o filme pareça ter duas linhas narrativas distintas, que, separadamente são convincentes, porém, no conjunto, às vezes não se entendem. E o final, anticlimático, espelha bem os humores de nosso mundo atual.
Mas Trama Internacional será realmente lembrado por conta da eletrizante seqüência no Museu Guggenheim, onde Sallinger, no encalço de um informante do BCCI, termina por enfrentar um grupo de assassinos fortemente armados que, após um longo tiroteio, terminam por destruir o interior do museu. Antes que alguém pergunte se o Guggenheim de Nova York foi realmente “destruído” para a cena, convém avisar que o vão central do museu foi inteiramente recriado em estúdio.

Friday, June 12, 2009

75 FILMES INFLUENTES

A lista abaixo, que não é definitiva (aliás, nenhuma lista é), procura destacar filmes que, ao longo da história do cinema, influenciaram gerações de diretores e espectadores. Antes que alguém diga que faltou o filme dos irmãos Lumière, ressalto que destaquei apenas filmes que contam uma história e não reproduções de cenas cotidianas. Alguns são realmente obras-primas, outros nem tanto, porém, foram importantes por conta de seus avanços tecnológicos que abriram novas portas para a criação e a narrativa cinematográfica. O último da lista é um filme que ainda não foi lançado, mas que, pelo pouco que já foi mostrado dele, com certeza será um marco na história do cinema.

VIAGEM À LUA (1902)
de Georges Méliès
O GRANDE ROUBO DO TREM (1903)
de Edwin S. Porter
O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (1915)
de David Wark Griffith
O GABINETE DO DR. CALIGARI (1919)
de Robert Wiene
NANOOK, O ESQUIMÓ (1922)
de Robert Flaherty
O ENCOURAÇADO POTEMKIN (1925)
de Serguei Eisenstein
METRÓPOLIS (1927)
de Fritz Lang
AURORA (1927)
de F.W. Murnau
O CANTOR DE JAZZ (1927)
de Alan Crosland
O HOMEM COM UMA CÂMARA (1929)
de Dziga Vertov
UM CÃO ANDALUZ (1929)
de Luis Buñuel
LIMITE (1931)
de Mário Peixoto
DRÁCULA (1932)
de Tod Browning
AMA-ME ESTA NOITE (1932)
de Rouben Mamoulian
KING KONG (1933)
de Merian C. Cooper
ACONTECEU NAQUELA NOITE (1934)
de Frank Capra
O TRIUNFO DA VONTADE (1934)
de Leni Riefenstahl
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES (1937)
de Walt Disney
E O VENTO LEVOU (1939)
de Victor Fleming
NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS (1939)
de John Ford
A REGRA DO JOGO (1939)
de Jean Renoir
O MÁGICO DE OZ (1939)
de Victor Fleming
CIDADÃO KANE (1941)
de Orson Welles
RELÍQUIA MACABRA (1941)
de John Huston
CASABLANCA (1942)
de Michael Curtiz
ROMA – CIDADE ABERTA (1945)
de Roberto Rossellini
LADRÕES DE BICICLETAS (1948)
de Vittorio De Sica
FESTIM DIABÓLICO (1948)
de Alfred Hitchcock
RASHOMON (1950)
de Akira Kurosawa
O CREPÚSCULO DOS DEUSES (1950)
de Billy Wilder
CANTANDO NA CHUVA (1951)
de Stanley Donen e Gene Kelly
O DIA EM QUE A TERRA PAROU (1951)
de Robert Wise
JANELA INDISCRETA (1954)
de Alfred Hitchcock
OS SETE SAMURAIS (1954)
de Akira Kurosawa
RASTROS DE ÓDIO (1956)
de John Ford
O SÉTIMO SELO (1957)
de Ingmar Bergman
A MARCA DA MALDADE (1958)
de Orson Welles
ACOSSADO (1959)
de Jean-Luc Godard
PSICOSE (1960)
de Alfred Hitchcock
A DOCE VIDA (1960)
de Federico Fellini
OS REIS DO IÊ-IÊ-IÊ (1964)
de Richard Lester
DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL (1964)
de Glauber Rocha
TRÊS HOMENS EM CONFLITO (1966)
de Sergio Leone
2001 - UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO (1968)
de Stanley Kubrick
SEM DESTINO (1969)
de Dennis Hopper
O PODEROSO CHEFÃO (1972)
de Francis Ford Coppola
CHINATOWN (1974)
de Roman Polanski
TAXI DRIVER (1975)
de Martin Scorsese
BARRY LYNDON (1975)
de Stanley Kubrick
TUBARÃO (1975)
de Steven Spielberg
GUERRA NAS ESTRELAS (1977)
de George Lucas
SUPERMAN - O FILME (1978)
de Richard Donner
TOURO INDOMÁVEL (1980)
de Martin Scorsese
OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA (1981)
de Steven Spielberg
BLADE RUNNER (1982)
de Ridley Scott
TRON - UMA ODISSÉIA ELETRÔNICA
de Steven Lisberger
UMA CILADA PARA ROGER RABBIT (1988)
de Robert Zemeckis
O COZINHEIRO, O LADRÃO, SUA MULHER E O AMANTE (1989)
de Peter Greenaway
SEXO, MENTIRAS E VIDEOTAPE (1989)
de Steven Soderbergh
O EXTERMINADOR DO FUTURO 2 - O JULGAMENTO FINAL (1991)
de James Cameron
O PARQUE DOS DINOSSAUROS (1993)
de Steven Spielberg
O CORVO (1994)
de Alex Proyas
FORREST GUMP - O CONTADOR DE HISTÓRIAS (1994)
de Robert Zemeckis
PULP FICTION - TEMPO DE VIOLÊNCIA (1994)
de Quentin Tarantino
TOY STORY (1995)
de John Lassiter
TITANIC (1997)
de James Cameron
CORRA LOLA, CORRA (1998)
de Tom Tykwer
MATRIX (1999)
de Andy e Larry Wachowski
AMNÉSIA (2000)
de Christopher Nolan
O SENHOR DOS ANÉIS (2001)
de Peter Jackson
ARCA RUSSA (2002)
de Aleksandr Sokurov
CIDADE DE DEUS (2003)
de Fernando Meirelles
SIN CITY (2005)
de Robert Rodriguez e Frank Miller
O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON (2008)
de David Fincher
AVATAR (2009)
de James Cameron

Sunday, May 17, 2009

120 FILMES MARCANTES DOS ANOS 80

Os anos 80 representam um período curioso e de transição na história do cinema. Em Hollywood, foi o período definitivo de mudança da estrutura antiga, onde os estúdios pertenciam às famílias de seus fundadores, para um período, que dura até hoje, onde os estúdios pertencem à grandes corporações. Foi também nesta década que surgiu o VHS, o que facilitou a retomada da hegemonia mundial dos americanos. Aliado a tudo isso, as grandes salas de rua começaram a fechar e as salas menores de shoppings começam a aparecer. No cinema de ação, tínhamos a fórmula certeira do "fortão" que resolvia tudo sozinho e que encontrou em Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stalonne seus maiores representantes. Foi também um período de inúmeras comédias adolescentes que tratavam invariavelmente de dois assuntos: a primeira transa ou a vontade de ser popular. Tivemos também uma boa quantidade de comédias de ação. Fora da produção made in Hollywood, pudemos constatar uma safra de excelentes dramas vindo das mais diferentes partes do mundo. A lista abaixo contém filmes de diversas nacionalidades e estilos. Nela constam filmes verdadeiramente importantes e que até hoje são referência, mas, traz também aqueles filmes que muitos de nós viram quando éramos adolescentes e que hoje fazem a graça da "sessão da tarde".
ADEUS MENINOS
ALIENS - O RESGATE
AMADEUS
ASAS DO DESEJO
AVENTUREIROS DO BAIRRO PROIBIDO, OS
BARCO - INFERNO NO MAR
BATMAN
BEIJO DA MULHER-ARANHA, O
BETTY BLUE
BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDRÓIDES
BRAZIL – O FILME
CAÇADORES DA ARCA PERDIDA, OS
CAÇA-FANTASMAS, OS
CAMILLE CLAUDEL
CAMPO DOS SONHOS
CARRUAGENS DE FOGO
CINEMA PARADISO
CLUBE DOS CAFAJESTES
CLUBE DOS CINCO
COCOON
CONTA COMIGO
COR PÚRPURA, A
CRIMES E PECADOS
CROCODILO DUNDEE
CURTINDO A VIDA ADOIDADO
DANTON – O PROCESSO DA REVOLUÇÃO
DE VOLTA PARA O FUTURO
DECÁLOGO
DECLÍNIO DO IMPÉRIO AMERICANO, O
DIRTY DANCING – RITMO QUENTE
DURO DE MATAR
ELEITOS, OS
ERA UMA VEZ NA AMÉRICA
ESPERANÇA E GLÓRIA
ET - O EXTRATERRESTRE
EXTERMINADOR DO FUTURO, O
FAÇA A COISA CERTA
FANNY & ALEXANDER
FEITIÇO DE ÁQUILA, O
FESTA DE BABETTE
FLASHDANCE
FOOTLOOSE
GALLIPOLI
GANDHI
GAROTOS PERDIDOS, OS
GÊMEOS – MÓRBIDA SEMELHANÇA
GOONIES
GREMLINS
GRITOS DO SILÊNCIO
GUERRA DO FOGO, A
HANNAH E SUAS IRMÃS
HOMEM ELEFANTE, O
HORA DO ESPANTO, A
HORA DO PESADELO, A
ILUMINADO, O
IMPÉRIO CONTRA-ATACA, O
IMPÉRIO DO SOL, O
INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA
INTOCÁVEIS, OS
JEAN DE FLORETTE
KAGEMUSHA – A SOMBRA DO SAMURAI
KARATÊ KID
LAÇOS DE TERNURA
LIGAÇÕES PERIGOSAS
MAD MAX 2
MÁQUINA MORTÍFERA
MEMÓRIAS DO CÁRCERE
MEPHISTO
MISSISSIPI EM CHAMAS
MORTE DO DEMÔNIO, A
MOSCA, A
MULHER NOTA 1000
MULHERES À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS
NAMORADA DE ALUGUEL
NASCIDO PARA MATAR
NEGÓCIO ARRISCADO
NOITE DE SÃO LOURENÇO, A
NOME DA ROSA, O
NORMA RAE
9 ½ SEMANAS DE AMOR
PARIS, TEXAS
PIXOTE – A LEI DO MAIS FRACO
PLATOON
PORKY’S – A CASA DO AMOR E DO RISO
PRÁ FRENTE BRASIL
PREDADOR
QUERO SER GRANDE
RAINMAN
RAMBO II – A MISSÃO
RAN
REDS
REENCONTRO, O
RETORNO DE JEDI, O
ROBOCOP
ROCKY IV
ROSA PÚRPURA DO CAIRO, A
SACRIFÍCIO, O
SCARFACE
SELVAGEM DA MOTOCICLETA, O
SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS
SPLASH - UMA SEREIA EM MINHA VIDA
TESTEMUNHA, A
TOOTSIE
TOP GUN – ASES INDOMÁVEIS
TOURO INDOMÁVEL, O
TROCANDO AS BOLAS
TUDO POR UMA ESMERALDA
ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO, A
ÚLTIMO IMPERADOR, O
ÚLTIMO METRÔ, O
UM PEIXE CHAMADO WANDA
UM TIRA DA PESADA
UMA CILADA PARA ROGER RABBIT
UMA LINDA MULHER
UMA SECRETÁRIA DE FUTURO
VELUDO AZUL
VIDAS SEM RUMO
VINGANÇA DE MANON, A
VIVER E MORRER EM LOS ANGELES
WALL STREET – PODER E COBIÇA

Thursday, May 07, 2009

STAR TREK XI

Não era uma tarefa fácil. Recriar um universo conhecido e adorado há mais de 40 anos. Um universo que se expandiu em seis séries de TV e dez filmes para cinema. Quando J.J. Abrams, criador das séries Alias, Lost e Fringe, foi convidado pela Paramount para revitalizar a criação maior de Gene Roddenberry, ele tinha uma missão aparentemente impossível pela frente.
O grande desafio era transformar Star Trek, um ícone da cultura pop e que ao longo desses mais de 40 anos se transformou em um dogma. Abrams, que não sabia nada de Star Trek, chamou seus parceiros roteiristas, Roberto Orci e Alex Kurtzman, trekkers assumidos, para escreverem o roteiro. E eles conseguiram.
O mais legal de tudo é que eles realizaram um filme que possui um fator importantíssimo para qualquer obra de arte, algo que eu costumo chamar de “fator free as a bird”, uma referência ao clip da música dos Beatles e que tem a qualidade de dialogar bem com diferentes públicos.
Resumindo: eles pegaram um tema que sempre foi muito caro aos melhores episódios e filmes de Star Trek, a viagem no tempo, e conseguiram a partir daí desenvolver um roteiro que, apesar de começar tudo do zero, no melhor estilo Batman Begins, é na realidade uma continuação de tudo que já havia sido feito antes com Star Trek.
Pode parecer confuso, mas não é, acredite! Quem for trekker, ao assistir ao filme perceberá inúmeras referências ao material já conhecido, porém, e isso é que é bem legal, quem nunca tiver visto nada de Star Trek irá se divertir do mesmo jeito porque as citações e piadas, apesar de feitas para os “iniciados”, estão tão bem colocadas na trama que conseguem funcionar sem que haja a necessidade de conhecimento prévio.
Não vou perder tempo comentando o elenco, digo apenas que não poderia ter sido mais feliz. Todos os novos intérpretes dos eternos Kirk, Spock, McCoy, Uhura, Sulu, Chekov e Scott estão perfeitos.
Outra coisa bacana é o visual. Moderno e retrô ao mesmo tempo. E os efeitos especiais cumprem bem seu papel, ou seja, não atrapalham e nem roubam a cena do que é o mais importante em qualquer história, as personagens. Todas elas muito bem construídas e com participação ativa durante toda a trama, o que costuma ser difícil em filmes com muitos atores.
Para encerrar, o que vou escrever agora pode parecer uma blasfêmia, tanto para a Paramount como para os trekkers mais radicais. Apesar de não trazer um número depois do título e ter como proposta “um novo começo”, a sensação que eu tive é que este novo filme, na realidade, dá continuidade a todo aquele universo criado por Roddenberry. Vou chamá-lo sempre de Star Trek XI, e o melhor, é que ele quebra outra tradição, é um clássico Jornada nas Estrelas de “número ímpar” tão bom quanto um de “número par”. Vida longa e próspera!